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Redes sociais mais usadas no Brasil: o que sua marca precisa saber para 2027

Digital

4 de novembro de 2026
Escrito por:
Priscilla Jacovani
Co-Founder & Managing Partner
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Redes Sociais em 2027

O relatório Digital 2027 mostra 154 milhões de usuários de redes sociais no Brasil e uma mudança importante na forma como as pessoas pesquisam marcas. Veja o que esses dados pedem do planejamento da sua marca para 2027.

Todo ano, as listas com as redes sociais mais usadas no Brasil voltam a circular. Elas cumprem um papel importante, porque ajudam a dimensionar o tamanho de cada plataforma. Mas quase sempre param no ranking: quem tem mais usuários, quem caiu, quem subiu. Para quem decide onde investir tempo, verba e equipe, a pergunta mais relevante vem depois: o que esses números mudam no meu planejamento?

Para responder a essa pergunta, reunimos as fontes mais completas disponíveis. Os números gerais do país vêm do Digital 2027 Country Headlines, publicado em outubro de 2026 pelo DataReportal em parceria com a Meltwater e a We Are Social. O ranking por plataforma vem do Digital 2026 Brazil, o recorte por rede mais recente publicado até aqui. E o comportamento de busca e de inteligência artificial vem do Digital 2027 Global Overview, com dados de 2026.

Neste artigo, organizamos os principais números sobre as redes sociais mais usadas no Brasil, analisamos o que eles dizem sobre o comportamento do brasileiro e mostramos como, na follow55, traduzimos esse cenário em decisões práticas para quem está montando o planejamento de 2027.

O tamanho da mudança, em números

  • 154 milhões de usuários de redes sociais no Brasil: 72% da população em outubro de 2026, com 4 milhões a mais do que um ano antes (alta de 2,7%). O relatório chama esse número de identidades, porque uma mesma pessoa pode ter mais de um perfil.
  • 185 milhões de brasileiros na internet: 86,5% da população, número praticamente estável em relação ao ano anterior. O crescimento agora está menos em quantas pessoas se conectam e mais em como elas usam a internet.
  • 218 milhões de conexões móveis: mais linhas do que habitantes, o equivalente a 102% da população.
  • 19 horas e 18 minutos por semana em redes sociais e plataformas de vídeo: é a média global em 2026, 42 minutos a mais do que no ano anterior, segundo dados da GWI reunidos no Digital 2027.
  • A busca perdeu espaço na pesquisa de marcas: o uso de buscadores para pesquisar marcas caiu de 51% em 2024 para 45,3% em 2026. As redes sociais já são usadas por 41,8% das pessoas nessa etapa, e a inteligência artificial por 26%.
  • 3,24 bilhões de pessoas usam IA generativa no mundo: 57,2% a mais do que em outubro de 2025.
Redes sociais mais usadas no Brasil: 154 milhões de usuários de redes sociais e 185 milhões de pessoas na internet em outubro de 2026
Fonte: DataReportal, Digital 2027 Country Headlines (dados de outubro de 2026)

Os números confirmam algo que já percebemos no dia a dia: o brasileiro vive nas redes, e a jornada de descoberta de marcas está cada vez mais distribuída entre busca, redes sociais e inteligência artificial. A diferença, como quase sempre, está nos detalhes de cada plataforma.

O ranking mostra onde estão as pessoas. A estratégia começa quando entendemos onde está o seu público e o que ele espera encontrar ali.

Ranking: as redes sociais mais usadas no Brasil

O ranking por plataforma mais recente é o do Digital 2026 Brazil, com dados do fim de 2025. Ele mede o público que cada rede consegue alcançar com anúncios, um bom indicador de tamanho. Vale um cuidado na leitura: esses números não representam pessoas únicas nem usuários ativos por mês, e algumas plataformas revisam suas bases periodicamente.

  1. YouTube, 150 milhões: 70,4% da população e 81,1% dos internautas, com alta de 4,2%.
  2. Instagram, 147 milhões: 69% da população, com crescimento de 8% em um ano. Entre adultos, alcança 87,3%.
  3. TikTok, 131 milhões de adultos: o dado considera apenas maiores de 18 anos e cresceu 17,6%, o maior salto entre as grandes redes.
  4. Facebook, 109 milhões: 51,3% da população, com leve queda de 1,3%.
  5. LinkedIn, 90 milhões de membros: 42,3% da população, com alta de 15,4%. Aqui o número se refere a membros cadastrados, e não a usuários ativos.
  6. Messenger, 46,9 milhões: queda de 5,1%.
  7. Pinterest, 42,2 milhões: alta de 4,4%, com público majoritariamente feminino (66,9%).
  8. Reddit, 19,9 milhões: alta de 286%, variação que o próprio relatório classifica como fora do padrão.
  9. X, 17,1 milhões: queda de 19,1%.
  10. Snapchat, 6 milhões: queda de 12%.

O DataReportal pondera que parte das quedas, como as de Facebook, Messenger e X, pode refletir limpezas de contas feitas pelas próprias plataformas, e não necessariamente uma redução real de uso. Ainda assim, a direção geral é clara: vídeo, descoberta e conteúdo profissional ganham espaço, enquanto as redes que dependiam da lógica de conexão entre amigos perdem protagonismo. Quando o recorte por plataforma do Digital 2027 for publicado, atualizaremos este ranking.

Toda nova fase da internet muda a forma como as marcas precisam estar presentes

Quando as redes sociais ganharam relevância, as empresas aprenderam que não bastava comunicar: era preciso construir relacionamento. Quando os smartphones passaram a concentrar a navegação, tornou-se indispensável pensar em experiências mobile. Os dados de 2026 mostram que estamos vivendo mais uma dessas viradas, desta vez marcada pelo vídeo, pela recomendação por interesse e pela entrada da inteligência artificial como intermediária entre as marcas e as pessoas.

Por isso, acreditamos que olhar para as redes sociais mais usadas no Brasil apenas como uma lista de canais é um erro de leitura. Cada movimento dos relatórios aponta para uma decisão estratégica diferente, e é sobre elas que vale a pena conversar.

Utilização de vídeos na estratégia

YouTube no topo, Instagram em crescimento, TikTok com o maior salto entre as grandes plataformas e um tempo semanal em redes e vídeo que continua aumentando. Somados, esses dados mostram que o consumo de vídeo segue ganhando espaço na rotina das pessoas. Para as marcas, isso significa planejar o conteúdo pensando em vídeo desde o roteiro, e não adaptar uma peça estática no último minuto. O vídeo deixou de ser uma aposta e passou a ser a forma mais natural de uma marca conversar com o seu público.

A pesquisa de marcas se dividiu entre busca, redes e inteligência artificial

Talvez o dado mais estratégico de 2026 não esteja no tamanho das redes, e sim no comportamento de quem pesquisa. Segundo a GWI, o uso de buscadores para pesquisar marcas caiu de 51% para 45,3% em dois anos. No mesmo período, as redes sociais chegaram a 41,8% e a inteligência artificial a 26%. Na prática, a avaliação de uma marca já não acontece em um único lugar: ela se distribui entre o Google, as redes e o ChatGPT. Uma estratégia que olha apenas para um desses canais deixa parte da jornada de compra sem resposta.

O LinkedIn se consolidou como canal de autoridade, inclusive para a inteligência artificial

São 90 milhões de membros no Brasil, 15,4% a mais em um ano. Para empresas B2B, é o ambiente onde decisores constroem e consomem reputação profissional. Existe ainda um efeito menos visível e muito relevante: segundo a Meltwater, cerca de 75% das citações do LinkedIn nas respostas de IA vêm de perfis pessoais. Quando lideranças e especialistas publicam com o próprio nome, a marca ganha alcance com pessoas e com as inteligências artificiais ao mesmo tempo.

Quando lideranças publicam com o próprio nome, a marca ganha alcance com pessoas e com as inteligências artificiais ao mesmo tempo.

As comunidades passaram a ser fonte de resposta

O salto do Reddit no Brasil precisa ser lido com cautela, mas ele conversa com um movimento global importante. As inteligências artificiais passaram a buscar respostas em redes e comunidades: segundo a Goodie, as redes sociais saíram de 4,9% para 7,2% das fontes citadas por ferramentas de IA entre janeiro e agosto de 2026. Em outras palavras, aquilo que se fala sobre a sua marca nas redes passa a influenciar o que o ChatGPT e o Gemini respondem sobre ela. Aprofundamos esse fenômeno em rede social virou fonte de resposta da IA.

Alcance alugado precisa se transformar em relacionamento próprio

As plataformas mudam regras, revisam bases e redistribuem alcance sem pedir licença. A perda de espaço de redes que já foram centrais, como Facebook e X, é um lembrete disso. Defendemos que toda audiência conquistada nas redes tenha um caminho para dentro dos canais da marca: site, newsletter, WhatsApp e CRM. É nesses espaços que o relacionamento deixa de depender do algoritmo de terceiros e passa a gerar valor ao longo do tempo.

Seguidor ainda é um alcance emprestado da plataforma.
O relacionamento de verdade acontece nos canais que a sua marca controla.

Estar em todas as redes não deveria ser o objetivo

Com dez plataformas relevantes no país, a tentação é marcar presença em todas elas. Na prática, isso costuma gerar conteúdo genérico e equipes sobrecarregadas. O ponto de partida mais inteligente é cruzar o ranking das redes sociais mais usadas no Brasil com o perfil do seu público. O Pinterest, por exemplo, é pequeno perto do YouTube, mas reúne um público majoritariamente feminino e com forte intenção de compra. Para algumas marcas, ele pode gerar mais resultado do que redes dez vezes maiores.

Como transformar o ranking em planejamento

Não existe uma fórmula única, porque cada marca tem um público, um momento e um objetivo diferentes. Existe, porém, um caminho que usamos na follow55 quando ajudamos uma empresa a decidir onde estar e como medir, e que vale como ponto de partida para o planejamento de 2027:

  1. Mapeie onde o seu público está, e não onde todo mundo está: use os dados de alcance por idade e gênero dos relatórios como referência e valide com as informações da sua própria base.
  2. Defina um papel para cada rede: descoberta, autoridade, relacionamento ou conversão. Uma rede sem papel claro vira apenas mais uma obrigação no calendário.
  3. Planeje o vídeo como padrão: roteiro, gravação e edição pensados para o celular, com versões curtas e longas a partir do mesmo conteúdo.
  4. Ative as pessoas da empresa no LinkedIn: lideranças e especialistas publicando com regularidade constroem autoridade e aparecem com mais frequência nas respostas de IA.
  5. Esteja presente em toda a jornada de pesquisa: busca, redes e inteligência artificial precisam encontrar as mesmas respostas sobre a sua marca.
  6. Leve a audiência para canais próprios: conecte redes, site e CRM para que cada seguidor tenha um próximo passo claro.
  7. Meça o que realmente importa: alcance e curtidas contam apenas parte da história. Acompanhe também buscas pela marca, leads qualificados e menções nas respostas de IA.
O papel de cada rede social na estratégia da marca: descoberta, autoridade e relacionamento

Esse raciocínio é a base do que chamamos de ecossistema digital: redes, site, conteúdo, dados e CRM trabalhando como um único sistema, em vez de canais isolados que disputam a atenção da mesma pessoa.

Perguntas frequentes

Quais são as redes sociais mais usadas no Brasil?

Segundo o Digital 2026 Brazil, do DataReportal, as maiores redes pelo alcance de anúncios são YouTube (150 milhões), Instagram (147 milhões), TikTok (131 milhões de adultos), Facebook (109 milhões) e LinkedIn (90 milhões de membros). É o recorte por plataforma mais recente publicado, com dados do fim de 2025.

Quantos brasileiros usam redes sociais em 2026?

Segundo o Digital 2027 Country Headlines, o Brasil tinha 154 milhões de usuários de redes sociais em outubro de 2026, o equivalente a 72% da população e 4 milhões a mais do que um ano antes. O relatório chama esse número de identidades, porque ele pode incluir perfis duplicados e não representa exatamente o total de pessoas.

Qual rede social mais cresceu no Brasil?

No recorte mais recente por plataforma, o TikTok teve o maior crescimento entre as grandes redes, com alta de 17,6%, seguido pelo LinkedIn, com 15,4%. O Reddit registrou alta de 286%, mas o próprio relatório classifica essa variação como fora do padrão.

Minha empresa precisa estar em todas as redes sociais?

Não. O ideal é escolher as redes onde o seu público está e definir um papel claro para cada uma delas. Uma presença consistente em poucas redes costuma gerar mais resultado do que uma presença fraca em muitas.

As redes sociais influenciam o que o ChatGPT responde sobre a minha marca?

Sim. As inteligências artificiais usam cada vez mais conteúdos de LinkedIn, YouTube e Reddit para montar respostas, e 26% das pessoas já usam IA para pesquisar marcas. Explicamos como isso funciona em como aparecer no ChatGPT e no guia sobre o que é GEO.

Conclusão: pronto para transformar audiência em resultado?

O Brasil já está nas redes. O que diferencia as marcas que crescem das que apenas publicam é a estratégia que sustenta essa presença: saber onde estar, o que dizer em cada canal e como transformar quem chega em um relacionamento de verdade. Os rankings mudam todos os anos, e continuarão mudando. Uma estratégia bem construída é o que permite atravessar essas mudanças sem precisar recomeçar do zero a cada nova tendência.

Na follow55, ajudamos marcas a construir esse caminho de ponta a ponta, da estratégia à produção de conteúdo, passando por growth, CRM e dados.

Referências

Sobre o autor:
Priscilla Jacovani
Co-Founder & Managing Partner
Estrategista com visão de produto, tecnologia e negócios, lidera operações e posicionamento da follow55 com foco em crescimento, resultados e inovação.

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